CLT, PJ ou freelancer: A flexibilidade pode ser o futuro das equipes de marketing


Alessandra Vale
Operação de Marketing
Contratar bem nunca foi apenas encontrar o profissional com as competências certas. Para empresas que precisam acompanhar um mercado cada vez mais dinâmico, o desafio também está em construir uma estrutura capaz de responder às mudanças, às prioridades e ao ritmo do negócio.
No Marketing e na Comunicação, isso fica evidente. As demandas mudam, novos projetos surgem, as tecnologias evoluem e as competências necessárias para tirar uma estratégia do papel nem sempre estão disponíveis dentro da equipe.
Nesse cenário, uma pergunta ganha relevância: a empresa precisa contratar mais pessoas, aumentar o headcount ou precisa repensar a forma como estrutura seu time?
A resposta pode estar na flexibilidade.
CLT, PJ e freelancer: modelos diferentes, possibilidades complementares
Durante muito tempo, a contratação foi pensada principalmente a partir da necessidade de preencher uma posição fixa na estrutura organizacional. Hoje, as empresas também podem avaliar diferentes formas de acessar competências, de acordo com o tipo de demanda e os objetivos de cada operação.
Isso não significa que um modelo seja melhor do que outro. Pelo contrário: CLT, PJ e freelancer podem funcionar muito bem quando existe alinhamento entre o formato de contratação, a natureza do trabalho e as necessidades da empresa.
CLT: continuidade e construção de conhecimento
A contratação CLT pode ser especialmente adequada para funções essenciais à operação, que exigem continuidade, integração entre áreas e conhecimento aprofundado sobre o negócio.
Profissionais internos têm um papel importante na construção da cultura, no desenvolvimento da estratégia e na manutenção dos processos da empresa.
PJ: especialização e prestação de serviços
A contratação de profissionais ou empresas por meio de prestação de serviços pode ampliar o acesso a conhecimentos específicos, consultorias e entregas recorrentes.
Quando a relação é estruturada de acordo com sua natureza jurídica, esse formato permite definir escopos, responsabilidades e condições de trabalho compatíveis com o serviço contratado.
Freelancer: flexibilidade para projetos e demandas específicas
Freelancers podem contribuir em projetos com escopo definido, períodos de maior demanda ou atividades que exigem competências especializadas por um tempo determinado.
No marketing, isso pode significar reforçar uma campanha, desenvolver uma identidade visual, produzir vídeos ou contar com uma especialidade técnica sem necessariamente criar uma posição permanente.
O ponto central não é escolher um modelo para substituir os demais, é entender onde cada um pode contribuir para o resultado.
Vale lembrar que o enquadramento jurídico depende da realidade da relação de trabalho, e não apenas do nome dado ao contrato.
O desafio não é escolher entre o fixo e o flexível, é encontrar o equilíbrio.
Imagine uma equipe de marketing com uma liderança estratégica, profissionais responsáveis pela comunicação da marca e especialistas que sustentam a operação cotidiana.
Em determinado momento, a empresa precisa lançar uma campanha, ampliar sua atuação em mídia paga, estruturar uma estratégia de CRM e produzir uma série de vídeos.
Será que todas essas demandas precisam se transformar em novas vagas fixas?
Em alguns casos, sim. Em outros, a necessidade pode ser atendida com profissionais especializados, parceiros externos ou freelancers que complementem a equipe durante o projeto.
A flexibilidade permite olhar para a estrutura de forma mais ampla. Em vez de dimensionar o time apenas pelo número de posições existentes, a empresa passa a considerar as competências necessárias, o volume de trabalho e os objetivos que precisa alcançar.
Isso também ajuda a preservar o papel estratégico da equipe interna, que pode contar com reforços especializados para ampliar sua capacidade de execução.
Flexibilidade não é abrir mão de estrutura. É construir uma estrutura capaz de se adaptar.
O que é Open Talent Economy?
A Open Talent Economy, ou economia aberta de talentos, é uma abordagem na qual as empresas combinam profissionais internos e talentos externos para acessar as competências de que precisam. As maiores empresas do mundo já adotam esse modelo e estão com resultados incríveis.
Em vez de depender exclusivamente de um quadro fixo de colaboradores, a organização passa a considerar um ecossistema mais amplo de profissionais, especialistas, consultores e freelancers. Essa é uma das tendências de contratação para 2027.
A lógica é simples, nem toda competência necessária ao negócio precisa estar permanentemente dentro da empresa. O importante é conseguir acessar as pessoas certas, no momento adequado e em um formato compatível com a necessidade.
Essa abordagem acompanha transformações no mundo do trabalho, como a especialização crescente das profissões, a evolução tecnológica e a necessidade de maior agilidade nas operações.
Na prática, a Open Talent Economy pode ajudar as empresas a:
Acessar competências especializadas: encontrar conhecimentos que não existem no time interno.
Ampliar a capacidade de execução: reforçar a operação quando o volume de demandas aumenta.
Responder a projetos específicos: reunir profissionais com habilidades complementares para determinadas entregas.
Construir equipes mais adaptáveis: ajustar a composição de competências às prioridades do negócio.
Aproveitar melhor os recursos disponíveis: avaliar onde faz sentido manter capacidades permanentes e onde serviços especializados podem complementar a operação.
Isso não significa transformar todas as relações em contratos temporários ou substituir empregos tradicionais. Significa ampliar as possibilidades de composição das equipes, respeitando as necessidades do negócio e as características legais de cada contratação.
Como a Open Talent Economy se aplica ao Marketing e à Comunicação?
Marketing é uma das áreas em que a diversidade de competências pode fazer grande diferença nos resultados.
Uma mesma operação pode precisar de estratégia de marca, mídia de performance, conteúdo, design, CRM, SEO, dados, tecnologia e produção audiovisual. Entretanto, o volume e a frequência dessas demandas variam de empresa para empresa e ao longo do tempo.
A Open Talent Economy permite pensar a composição do time a partir dessas necessidades.
Uma empresa pode manter internamente as competências essenciais à estratégia e à continuidade do negócio e, ao mesmo tempo, acessar especialistas externos para projetos, desafios técnicos ou picos de demanda.
Essa combinação pode ser especialmente relevante quando a equipe precisa executar mais iniciativas sem que todas as novas necessidades justifiquem contratações permanentes.
O objetivo é criar uma operação em que as competências certas estejam disponíveis para cada desafio, com clareza de responsabilidades, integração entre os envolvidos e foco nos resultados.
Flexibilidade com estratégia: o papel da HUG
Na HUG, acreditamos que empresas não precisam ficar limitadas a um único formato para construir suas equipes de Marketing e Comunicação.
Por isso, conectamos empresas a profissionais e talentos especializados, ajudando líderes a encontrar alternativas para compor seus times de acordo com as necessidades da operação.
Mais do que preencher posições, nosso olhar está na estrutura: quais competências faltam, quais demandas precisam ser atendidas e como encontrar as pessoas certas para transformar planejamento em entrega.
A partir dessa perspectiva, a flexibilidade deixa de ser apenas uma resposta a necessidades pontuais e passa a fazer parte da estratégia de organização do trabalho.
É uma forma de ampliar possibilidades, complementar competências e dar às empresas mais alternativas para estruturar suas operações.
O futuro não exige escolher um único modelo. Exige saber combinar possibilidades.
CLT, PJ e freelancer podem desempenhar papéis importantes na construção de equipes eficientes. Cada formato tem características próprias e pode funcionar muito bem quando aplicado ao contexto adequado.
A Open Talent Economy amplia essa visão ao mostrar que a capacidade de uma empresa não precisa estar limitada às pessoas que fazem parte de sua estrutura fixa. Ela também pode ser fortalecida pelo acesso planejado a um ecossistema de talentos.
Para líderes de Marketing e Comunicação, a reflexão é importante: antes de abrir uma nova vaga, vale entender qual competência está faltando, qual demanda precisa ser atendida e qual composição de equipe faz mais sentido para o negócio.
Sua operação precisa de mais pessoas ou de novas competências?
A HUG ajuda empresas a encontrar os talentos certos e a construir estruturas mais flexíveis para acompanhar os desafios do mercado.
Conheça a HUG e descubra novas possibilidades para o seu time.



